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Porque a cobertura de vacinao caiu?
Coberturas vacinais com doses de reforo esto muito abaixo da meta esperada para todas as vacinas do Calendrio Nacional de Imunizao

A partir dos anos 1980, quando a vacina contra sarampo se tornou amplamente usada, o número de casos caiu significativamente no mundo, alguns países conseguiram até erradicá-lo. O Brasil ganhou o certificado em 2016, para perdê-lo dois anos depois.

Antes da ampla utilização da vacina, grandes epidemias de sarampo aconteciam de tempos em tempos. No Brasil, por exemplo, houve mais de 129 mil casos de sarampo notificados em 1986. Nos anos 1970, havia cerca de 2,6 milhões de morte por sarampo no mundo a cada ano.

Nos últimos anos, a doença tem voltado a se espalhar pelo mundo, sem chegar, no entanto, aos níveis históricos. Houve um aumento de 31% nos casos em 2017 na comparação com o ano anterior, levando a cerca de 110 mil mortes no mundo todo. De acordo com o Unicef (braço da ONU para a infância), 98 países registraram um aumento de casos de sarampo em 2018, com quase três quartos disso ocorrendo em 10 países.

Os novos surtos de sarampo ocorrem em locais onde a cobertura da vacinação tem caído, ou seja, onde não houve o chamado efeito de "imunização de rebanho", em que o alto número de vacinados impede que a doença alcance os não vacinados. Os motivos da queda na vacinação variam muito de um lugar para o outro.

O movimento antivacinação influenciou muitas pessoas em partes dos Estados Unidos e da Europa. Apesar de abundantes evidências científicas a favor da vacinação, os chamados antivaxxers acreditam que vacinas são desnecessárias ou prejudiciais. No Brasil e em países em desenvolvimento, esse movimento ainda é muito pequeno e tudo indica que a diminuição da cobertura de vacinação resultou de uma conjunção de fatores.

De acordo com dados do Datasus, coberturas vacinais com doses de reforço estão muito abaixo da meta esperada para todas as vacinas do Calendário Nacional de Imunização. No caso da tríplice viral, a segunda dose da vacina não bate a meta de vacinação, de 95%, desde 2012.

Segundo o Unicef, não há evidências suficientes para apontar um único culpado, mas as hipóteses apontam para o desfinanciamento do SUS, por causa da PEC do Teto dos Gastos, que gerou uma diminuição nas campanhas de conscientização e diminui a disponibilidade de vacinas em algumas regiões.

"Pode ter a ver também com mudanças sociais, culturais e econômicas no mundo, como as dificuldades das famílias em imunizarem as crianças em horário comercial", disse a chefe da área de Saúde e HIV do Unicef no Brasil, Cristina Albuquerque, à BBC News em fevereiro.

Fonte: BBC News Brasil


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