Seja doador de medula óssea
O procedimento é mais fácil do que se imagina
 

Muito se fala, mas muitos não são bem informados sobre a importância da medula óssea e o procedimento de transplante, tão requisitado. Para início de conversa, a medula óssea é um tecido líquido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, conhecida por “tutano”. Nela são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do organismo. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

O transplante de medula óssea é proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma. O procedimento consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente e alogênico, quando a medula deriva de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou de cordão umbilical.

O transplante

Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções com agulhas nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada.

Para que seja feito o transplante é necessário que haja uma total compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. A análise de compatibilidade é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor. Quando não há um doador aparentado, a solução para o transplante de medula é fazer uma busca nos registros de doadores voluntários no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). Hoje, já existem mais de 12 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, é contabilizado mais de 1 milhão.
Você que tem entre 18 e 55 anos de idade e possui boa saúde, cadastre-se como doador. Procure o Hemocentro mais próximo de sua casa (os do Espírito Santo você confere abaixo), faça a coleta de uma amostra de sangue para a tipagem de HLA (características genéticas essenciais para a seleção de um doador). Os dados são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez ratificada, o doador será consultado para confirmar que deseja realizar a doação.

Serviço

Locais de doação no Estado:

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo - HEMOES
Av. Marechal Campos,1468
Maruípe - Vitória-ES
CEP: 29.040-090
Telefone: (27) 3137-2458 / 3137-2463 / 2438

CECON - Centro Capixaba de Oncologia
Rua Eugênio Neto, n 180 - Praia do Canto - Vitória - ES
CEP: 29055-270
Telefone: (27) 2127-4420 / (27) 2127-4421
site: www.cecon.med.br
email: melissa@cecon.med.br

Hemocentro Regional de São Mateus
Av. Otovarino Duarte Santos, km. 2, s/nº
Parque Washington – São Mateus – ES
CEP.: 29930-000
Telefone: (27) 3773-7226

 

Fonte: Instituto Nacional de Câncer - INCA

 

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