Gravidez:
Sim, a diarreia infantil é perigosa
A doença mata mais crianças no mundo do que a malária, o sarampo e a aids. Previna o problema. |
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Dor de barriga, febre, urgência em ir ao banheiro, fezes aquosas, náusea e vômito. Quando a diarreia se manifesta na criança, todo cuidado é pouco, já que ela é considerada a segunda maior causa de mortalidade infantil, principalmente antes dos 5 anos de idade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada cinco crianças morre em razão desse problema, o que resulta em 1,5 milhão de mortes em todo o mundo a cada ano.
Sintoma de uma infecção gastrointestinal, a diarreia aguda se caracteriza pela presença de mais de três evacuações líquidas, semilíquidas ou uma única semilíquida contendo muco e sangue em 12 horas. Algumas manifestações são leves e provocam discreta repercussão sistêmica. Mas se a diarreia não for tratada adequadamente, a perda anormal de água e de eletrólitos pode ocasionar desidratação, falência dos rins e morte.
Os agentes responsáveis por esses efeitos são vírus, parasitas e bactérias. Eles são capazes de contaminar a água, os alimentos e até o solo, e ainda se propagam pelo ar ou pela via oral-fecal. Primeiro, colonizam o trato digestório; depois, agem no intestino causando a diarreia. |
| Perigosa para crianças |
Cinco episódios a cada ano é a média de ocorrências da diarreia em crianças de tenra idade. Nos adultos, esse número cai para dois no mesmo período. Na opinião da pediatra Fátima Rodrigues Fernandes, esses dados, somados às mutações detectadas, são preocupantes, pois a diarreia pode matar por desidratação e, quando a criança é pequena, esse risco é maior.
“Elas são mais suscetíveis porque sua composição corpórea de água é maior do que nos adultos e crianças maiores. Além disso, seu sistema imunológico é imaturo. Uma coisa é um adulto ter o problema; outra, é um pequeno perder muitos sais minerais”, explica. “E a faixa etária mais crítica é até 1 ano de idade, principalmente se o bebê não foi amamentado com leite materno”, acrescenta Marina. |
| Pronto socorro, já! |
Apesar de poder evoluir para quadros mais graves, a diarreia é uma doença do tipo autolimitada, isso é, tende a desaparecer espontaneamente em até sete dias. O tratamento é simples e consiste em garantir a hidratação da criança.
O maior erro entre os pais e/ou cuidadores é não dar importância para outros sintomas que vão além da clássica evacuação aquosa. O desconhecimento desses sinais pode atrasar a intervenção médica, causando maiores danos à criança. Tonturas, boca seca, urina escura ou escassa, olhos fundos, perda de peso, flatulência, tenesmo (sensação dolorosa ou tensão na bexiga ou na região anal), distensão abdominal, tosse, coriza, falta de apetite, eliminação de fezes durante o sono podem ser notados. “Se a diarreia for muito intensa (sete ou oito evacuações em 24 horas); se a criança vomitar todas as vezes que tomar líquidos; se houver sangue nas fezes; se tiver febre e se, mesmo após a introdução do soro caseiro, os sinais de desidratação permanecerem, a melhor coisa a fazer é procurar o médico”, orienta a pediatra.
No consultório, o médico precisa ser informado sobre o histórico do paciente. Exames podem ser solicitados: macroscópico de fezes (para pesquisar os leucócitos e o sangue); parasitológico de fezes; pesquisa de vírus ou substâncias redutoras, hemograma, etc. Fátima esclarece que a maioria dos casos não requer a realização desses exames, indicados apenas nas evoluções graves, em que há comprometimento do estado geral ou em surtos em escolas. |
| A água e os alimentos |
Cinco episódios a cada ano é a média de ocorrências da diarreia em crianças de tenra idade. Nos adultos, esse número cai para dois no mesmo período. Na opinião da pediatra Fátima Rodrigues Fernandes, esses dados, somados às mutações detectadas, são preocupantes, pois a diarreia pode matar por desidratação e, quando a criança é pequena, esse risco é maior.
“Elas são mais suscetíveis porque sua composição corpórea de água é maior do que nos adultos e crianças maiores. Além disso, seu sistema imunológico é imaturo. Uma coisa é um adulto ter o problema; outra, é um pequeno perder muitos sais minerais”, explica. “E a faixa etária mais crítica é até 1 ano de idade, principalmente se o bebê não foi amamentado com leite materno”, acrescenta Marina. |
| Como você deve cuidar da criança |
• Aumente uma refeição ao dia até que a diarreia cesse. Essa providência ajuda no restabelecimento físico da criança.
• A diarreia aguda geralmente é autolimitada, isto é, evolui para a cura de forma espontânea, entre 6 a 8 dias após o início dos sintomas. e o tratamento básico é manter a criança hidratada.
• Já no primeiro episódio da diarreia, introduza a solução oral própria oferecida pelos postos de saúde, ou faça um soro caseiro. Ele deve ser oferecido à criança gradativamente.
• Continue a alimentação durante a diarreia. Prefira alimentos macios, de fácil digestão: iogurte e cereais são bem absorvidos. Pequenas porções podem ser administradas. Alimentos ricos em potássio (lentilhas, bananas, manga, abacaxi e frutas cítricas em geral) são importantes para o restabelecimento das reservas perdidas durante a diarreia. Evite alimentos ricos em fibras ou apimentados.
• Aumente a oferta de líquidos — limonadas, água de coco, etc. O leite materno é um excelente fluido é deve ser oferecido à criança junto ao soro caseiro. |
| Mitos e verdades |
Comer biscoito de polvilho prende o intestino e cessa as evacuações.
Verdadeiro. Alimentos à base de farinhas têm ação constipante, pois são isentos de fibras.
Comer chocolate piora o problema.
Falso. Um estudo publicado no The Journal of Nutrition, dirigido por pesquisadores do Children’s Hospital & Research Center, de Oakland (EUA), concluiu que o consumo de chocolate com maior concentração de cacau pode limitar a diarreia. O mérito é dos flavonoides, capazes de inibir uma proteína denominada CFTR, reguladora da secreção de fluidos no intestino delgado.
Sempre é preciso tomar remédios.
Parcialmente verdadeiro. Em geral, as diarreias são autolimitadas e desaparecem em até sete dias. Mas alguns tipos de diarreia podem necessitar de tratamento com antimicrobianos, mas na maioria dos casos elas têm como causa vírus ou toxinas e necessitam apenas de tratamento de suporte.
Diarreia é sinal de que um exame de fezes é necessário
Parcialmente verdadeiro. Em evoluções graves que requeiram internação, pode ser necessária a coleta de fezes para pesquisa de vírus ou cultura de bactérias.
Pode causar desidratação.
Verdadeiro. Esta é a principal complicação para a qual os pais e familiares devem dar a maior atenção.
Diarreia é contagiosa.
Parcialmente verdadeiro. A diarreia pode ser transmitida de indivíduo para indivíduo, contudo, não podemos dizer que ela é contagiosa como a gripe. Normalmente, a contaminação é oral-fecal.
Ter diarreia é bom para limpar o corpo.
Falso. Este é um conceito equivocado, pois ela é uma doença que pode ter complicações graves e até levar à morte, principalmente na infância. |
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| Fonte: Revista Saúde |
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