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O Banco do Estado do Espírito Santo nasceu como Instituto de Crédito Agrícola do Espírito Santo. João Punaro Bley, durante o seu primeiro governo como interventor de 1930 a 1935, não deu ao Estado um banco que pudesse somar ao Banco do Brasil na assistência de crédito às atividades econômicas da época, sobretudo às novas lavouras de café e à pecuária de corte e leite, consolidadas como as maiores fontes de receita do Estado. Além disso, o governo estadual se ressentia da falta de um estabelecimento bancário, sob seu controle, que servisse como depositário de suas disponibilidades financeiras.

Durante o governo obtido por votação indireta na Assembléia Legislativa, Bley, criou o Instituto de Crédito Agrícola do Espírito Santo, que seria o embrião do Banco de Crédito Agrícola do Espírito Santo (Ruralbank) e posteriormente se transformaria no Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes).

O objetivo do Instituto era realizar operações de crédito agrícola e crédito fundiário, depósitos, descontos e cobranças, entre outros. Ou seja, o Instituto tinha objetivos e funções idênticas aos de um banco, cuja criação já estava prevista nos planos políticos daquela época.

De acordo com a Lei 68, de 17 de junho de 1936, as dotações direcionadas ao Instituto de Crédito Agrícola seriam de preferência aplicadas à formação do capital de uma sociedade ou banco que fundado no Estado mantivesse uma Carteira Agrícola a juros razoáveis, destinados a promover o desenvolvimento rural e das culturas, auxiliar o custeio das safras e proporcionar convenientes recursos à produção.
Banco de Crédito Agrícola
Dois anos após a sua criação (em abril de 1937), o Instituto de Crédito Agrícola se transforma em Banco de Crédito Agrícola do Estado do Espírito Santo (Ruralbank).
Minuta de Contrato
No mesmo ato, o então interventor no Estado, João Punaro Bley, decretou a extinção do Instituto de Crédito Agrícola do Espírito Santo. A nova Instituição foi autorizada a funcionar pela Diretoria de Rendas Internas do Ministério da Fazenda e iniciou, de fato, as suas operações em 15 de outubro de 1937.

O Governo do Estado colocou-se como o maior acionista do Banco, de um total de 93 membros, com 49.249 ações. A primeira diretoria era formada por Mário Aristides Freire, como diretor financeiro, e Jones dos Santos Neves, na diretoria da carteira comercial.

A carteira comercial começou a funcionar logo após a inauguração do Banco, procurando contemplar, prioritariamente, o comércio e a indústria. Quanto às aplicações, elas eram realizadas por meio de cadastro eficiente e criteriosa seleção de seus clientes.

O pioneiro Mário Aristides Freire permaneceu no cargo de presidente do Banco entre 1937 e 1946. Durante uma interrupção de seu mandato, de fevereiro a dezembro de 1944, a função foi exercida por Ivan de Oliveira.

O então gerente da agência central, José Ferrari Valls, também teve papel de destaque nos primeiros anos do Banco. Empregado da Instituição, o gaúcho de Uruguaiana chegou a exercer, interinamente (de fevereiro a abril de 1947), a presidência do Banco. O Sr. Valls recebeu homenagem por sua contribuição à história da Instituição, tendo o auditório do Edifício Ruralbank, batizado com o seu nome.
Sem Cadastro Agrícola
O primeiro relatório do Banco de Crédito Agrícola, lançado em fevereiro de 1938, mostra em que condições a Instituição foi estabelecida. Criou-se um banco sem que se soubessem detalhes do seu público específico. Para remediar a situação, buscou-se socorro no Ministério da Agricultura. Apesar da falta de cadastro, de recursos e de planejamento, já se pensava em abrir as agências de Cachoeiro de Itapemirim e Colatina.

















Primeira filial:
Prédio original da agência Banestes Colatina
Inaugurada em 1º de julho de 1938
Quanto ao cadastro, somente em 1962 a carteira agrícola foi realmente criada e completamente estruturada, abrangendo também a parte industrial da economia capixaba. Pedro Merçon Vieira foi o precursor da carteira de crédito agrícola e seu primeiro diretor. Em 1964, a carteira começou efetivamente a funcionar.

O Banco iniciou seus negócios em condições adversas. Mesmo utilizando a denominação de Banco Agrícola, a Instituição operava principalmente no desconto de duplicatas do comércio e da indústria ou em empréstimos por meio de notas promissórias, inclusive para agricultores.
Anos 30
Anos 40
Anos 50
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Anos 90
Anos 2000


   
sw
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